A Propaganda pelo Ato: Quando Ações Falam Mais que Palavras
A Propaganda pelo Ato: Quando Ações Falam Mais que Palavras
O capitalismo nos ensinou a acreditar que mudança só vem por vias "civilizadas": voto, protesto pacífico, petição online. Mas e quando o sistema é tão podre que palavras não bastam? É aí que entra a Propaganda pelo Ato – a ideia de que ações diretas, muitas vezes radicais, podem incendiar a consciência coletiva e abrir caminho para a revolução.
O Que É Propaganda pelo Ato?
É ação como mensagem. Desde o século XIX, anarquistas como Carlo Pisacane, Mikhail Bakunin e Errico Malatesta defendiam que gestos concretos – greves selvagens, ocupações, até atos de rebeldia individual – têm poder de inspirar as massas mais do que discursos.
- Pisacane dizia: “As ideias se propagam com os fatos, não com palavras.”
- Bakunin escreveu: “O desejo de destruição é também um desejo criador.”
- Malatesta organizava greves, apoiava expropriações e incentivava a autogestão local – mostrando que o poder dos ricos e do Estado não é invencível.
Por Que Isso Importa Hoje?
Vivemos numa era de controle digital, alienação total e repressão sorridente. O sistema nos convenceu de que resistência é hashtag, like, compartilhar e esperar. Enquanto isso:
- Trabalhadores são esmagados por apps de entrega e uberização.
- Favelas são invadidas por operações policiais.
- Florestas são destruídas por máquinas de lucro.
Diante disso, pedir licença pra lutar é piada.
Violência? Depende de Quem Define
O Estado chama de “terrorismo” quando um pobre queima um caminhão de uma multinacional. Mas quando a polícia mata um jovem negro, é “manutenção da ordem”.
Foram “loucos”? Ou foram pessoas que entenderam que o sistema só responde à linguagem que ele mesmo impõe: a força?
E Agora?
Ninguém aqui tá dizendo pra sair jogando bomba. Mas ações diretas – seja um protesto radical, uma ocupação, um boicote – ainda são ferramentas poderosas:
- Greves selvagens paralisam o lucro dos patrões.
- Ocupações mostram que propriedade privada não é sagrada.
- Ataques simbólicos (pichações, sabotagens) lembram que o poder tem pés de barro.
A Propaganda pelo Ato não morreu. Ela só espera o momento certo para incendiar de novo.
O sistema tem medo de gente que não pede permissão.